Diego Sana mora em Vitória-ES, é empreendedor e desenvolvedor na internet há 10 anos, co-fundador do Flogao.com.br e (quase) bacharel em Ciência da Computação pela UFES.
Nesta semana o Simon Olson, da Fir-Capital, fez um post a respeito da importância da imprensa na construção de um ecossistema de venture capital próspero. E por imprensa, atualmente, podemos entender “blogs”. O texto do Simon menciona principalmente os editados em grupo que cobrem startups e que por isso mesmo são de grande valia para ajudar VCs a descobrir novas empresas e avaliar a resposta do público a elas.
Eu argumento porém, que além destes, são importantes também os blogs de VCs e empreendedores que estão a frente de startups. E as maiores beneficiadas pelas informações que fluem através desses canais são justamente as startups, que conseguem obter divulgação de seu negócio e tem acesso a informações / troca de experiências relatadas tanto por quem também está vivendo ou já vivenciou situações parecidas, quanto por quem detém o capital e pode vir a investir no negócio.
Arquivado em Dicas, Startups por sanainside
20/05/2009
No mês de março, logo após ler uma resenha no Contraditorium, comprei a edição em português do livro “Start Up”, na época ainda em pré-venda. Logo que chegou meu exemplar, devorei-o rapidamente e com isso faz um tempinho que eu já queria comentar e recomendar este livro aqui. De autoria de Jessica Livingston (sócia do micro-fundo de investimento YCombinator), o livro foi lançado originalmente em 2007, nos Estados Unidos, sob o título de “Founders at work – Stories of Startups Early Days”.
Nesta edição brasileira de “Start Up”, conta-se a história dos dias iniciais de dezesseis grandes empresas ou produtos de tecnologia surgidos principalmente no Vale do Silício. O grande trunfo da publicação é o fato de que essas histórias não são narradas por um observador externo, mas pelos fundadores dessas startups, contando tudo em primeira pessoa. Sim, é um livro de entrevistas, com histórias inusitadas, de superação ou simplesmente recheadas de assuntos de nerds. Na contracapa, a autora explica por que o escreveu:
Quase todo mundo em algum momento de sua vida já precisou fazer uma apresentação. E desde que o Windows começou a dominar o mercado de PCs, a ferramenta que as pessoas usam pra fazer isso é o PowerPoint, software com marca tão forte que está hoje para as apresentações assim como a Gillette está para lâminas de barbear e o Bombril para esponjas de aço. O problema é que pra maioria das pessoas o PowerPoint não é um software de uso trivial, e a cada versão adiciona mais e mais funcionalidades. Fazer uma apresentação em tese é algo simples e que demanda poucos recursos, e com isso o PP, pra mim, acabou se tornando um “canhão pra matar formiga”.
Depois de anos lidando e me frustrando com o software da Microsoft, no mês passado eu enxerguei a luz. O Techcrunch publicou um review de uma web app chamada Prezi.com. O título já dizia tudo (e com justiça): “Prezi é a ferramenta de apresentações online mais legal que eu já vi”. O editor do prezi é todo feito em flash, tem apenas os recursos realmente necessários e é mais legal que o PowerPoint porque acaba com o conceito de slides lado-a-lado: cada apresentação é um espaço em branco de tamanho infinito, e você pode ir adicionando seus “quadros” livremente nesse espaço, numa abordagem parecida com a dos mind-maps.
Os meus cinco leitores declaradamente fiéis provavelmente notaram o hiato de três meses sem novos posts neste blog. Tenho uma explicação nobre: exatamente desde 13 de fevereiro, um dia antes do último post, estou com minha cabeça totalmente voltada para um novo projeto-empreendimento na web. Hoje quero fazer este post estilo “diarinho” pra deixar registrado um rápido histórico dos eventos que me trouxeram até aqui. Tenho dúvidas sobre quão interessante ele será para quem o ler, mas ainda assim me sinto bem ao fazê-lo. Então vamos lá.
Desde o primeiro momento em que tive acesso à internet em 1999 do alto dos meus 16 anos, através do meu saudoso pentium 2 com conexão discada da Escelsanet, eu me interessei por não só usar, mas também por “fazer” web. Comecei com uma página pessoal, passei pelo lado negro da rede com o freemp3.com.br, entendi o poder da colaboração e tive o primeiro sucesso (relativo) com o Central da Música, gerenciei uma comunidade online de gammers e acertei no alvo com o Flogão, com o qual aprendi na marra um monte de valiosas lições sobre desenvolvimento web, relacionamento com usuários e empreendedorismo.
Nesta semana o Startupi divulgou um bate-papo no estilo mesa-redonda (mas sem a mesa hehe) que aconteceu no último dia do Campus Party, sobre empreendedorismo na internet. O debate aconteceu no stand da IPTV Cultura, que se encarregou também da transmissão e disponibilizou o vídeo em seu site.
Assisti aos 57 minutos do vídeo e, apesar de algumas gaguejadas aqui e ali, e de algumas fugas ao tema, gostei do nível da conversa. Todos os participantes empreendem na internet e fizeram algumas colocações interessantes, notadamente o Tiago Baeta, o Edson Mackeenzy e principalmente o Gil Giardeli. Já que o vídeo está disponível para livre compartilhamento, estou inserindo-o ao final deste post e recomendo que seja assistido se você se interessa pelo tema. Antes disso porém, gostaria de fazer alguns comentários sobre o assunto e que inclusive resumem os tópicos mais interessantes da discussão, na minha opinião: