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Vitrine Viva: Ô! Eu também quero um pedaço!
Oi. Tudo bem? Tenho um negócio pra mostrar pra você. Ó:
Meu Destino é o Horizonte Distante (Onde Realmente Sou Feliz)
No escuro do meu quarto
Não enxergava seu retrato
Muito tive de aprender
para começar a ver
Larguei tudo sem pensar
Lá não era mais meu lar
A vida era negra como um corvo
Agora será tudo novo
REFRÃO:
Minha vida eu mudarei, pois preciso me encontrar
No espaço de um dia
Sairei da porcaria
Verei o sol que eu tanto quis, agora serei mais feliz
Junto de você
(solo)
Meu destino eu que faço
Um tropeço, mas 10 passos
Encontrei o meu lugar
Essa vida é de lascar
Quando te reencontrei
Não sabia, agora eu sei
Que pra poder ganhar meu pão
Vou viver com os pés no chão
REFRÃO
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Viu? Eu que fiz! E sozinho (todo contente) !
Agora é sério (como se fosse possível depois de eu ter cometido essa letra). Tenho recebido alguns emails reclamando do fato de eu pegar muito no pé do pessoal do CPM 22. As reclamações foram tão radicais que eu, acometido por um sentimento de culpa e preocupado por estar cometendo uma injustiça, resolvi revolver minhas opiniões. Cheguei até a pensar em comprar um CD do pessoal pra fazer uma audição mais minuciosa e adquirir embasamento suficiente para minhas conclusões. Pra minha sorte auditiva e para sorte do meu bolso, isso não foi preciso, pois o Programa Musikaos, da TV Cultura de São Paulo, exibiria um especial só do CPM. Pus-me então à minha árdua tarefa. E consegui. Uma hora inteira só de CPM 22…
Sendo bem direto: Não retiro nada do pouco que já disse/escrevi sobre a banda. O problema não é o som dos caras, mas suas letras. São de doer! Um misto de existencialismo mirim com manual prático do budista ambulante para iniciantes. As composições são de uma obviedade que não tem tamanho.
Assistindo seu especial na TV, eles conseguiram me fazer ver uma coisa que eu pensei só existir em samba enredo – Aquele intercâmbio de frases, palavras e estrofes completas sem fazer com que o contexto perca o sentido. Se é que tem algum. Pode trocar de cima pra baixo, da esquerda pra direita… tudo fica no final a mesma coisa! E a melodia é sempre a mesma. Aí que tive a idéia de tentar “compor” uma música à la CPM (e aí é que mora o perigo). O resultado você leu lá em cima. Lógico que eu não levei a sério e por “licença poética”, coloquei algumas gracinhas na letra -será que eu é que fui explícito demais ou eles é que são implícitos? -, mas duvido que se não fosse isso, eu não conseguiria arregimentar uma legião dos fãs do CPM 22. É muito fácil e divertido! e o que é pior: Isso vicia! Já compus mais umas 4 letras em apenas meia hora. Poderia ser menos tempo, mas o difícil é na hora de dar um nome pra música… Agora eu entendo a profusão de bandas que nos saltam aos ouvidos da mesma escola do CPM. É só pegar o diário da sua irmã escondido e tirar algumas frases para suas obras musicais. Um barato! Tente você também. Só não vale depois de ver como é simples, querer montar uma banda, hein! Refuse! Resist!!
(………) Não resisti. Aqui vai outra:
Simone, C mon over!
Por muito tempo eu fui assim
Porque o mundo era ruim
Mas agora eu vou mudar
Aprendi a acreditar
Com a brisa em meu rosto
Esqueci os meus desgostos
Não vou ser mais um animal
Aprendi a ser legal
REFRÃO:
Vou ser livre como o vento
Não sou mais aquele jumento
A vida é um rodamoinho
Mas não sou mais um coitadinho
NEM VOCÊ É! BAAASTA ACREEEEDITA-AAAAR!
Sofri muito no começo
Mas pra tudo tem um preço
Com você eu sou feliz
O mundo aplaude e pede bis
(solo)
Agora tudo está tão fácil
Sou o rei do meu palácio
Não sei nem o que falar
Mas não precisa, é só rimar
REFRÃO
(solo)
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Experimente cantar uma dessas letras em cima de qualquer som da banda. Chame os amigos para aquela sessãozinha esperta de videokê e escolha qualquer música do CPM 22 pra cantar. Eles ficarão surpresos quando você, no lugar da letra original, cantar alguma outra de sua autoria ou deste colunista que vos escreve. Todos vão querer saber que música nova é essa do CPM que você cantou. Vai arrasar.
É, cada geração tem o Sam The Sham & The Pharaos que merece. Chega, então. Chega de gracinhas (por hoje). E chega de pegar no pé do CPM 22 (por enquanto).
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Ainda que um tanto quanto tardio, gostaria de fazer um comentário sobre o novo disco do Santana, Shaman. Pombas, será que não dava para ser menos manjado? Era totalmente previsível que nosso amigo mexicano ia cair na tentação de repetir a receita do bolo anterior, o Supernatural, mas ainda assim a esperança é a última que morre. Será que o Santana se esqueceu de quão maior ele é comparado àqueles artistazinhos pop? Ele não precisa se calcar em previsibilidades mercadológicas, seu passado é maior que todos os artistas juntos que participam do Shaman jamais conseguirão ser. Não ouvi e não gostei. Mas como o mercado quer, o mercado exige, e dinheiro sempre é bem-vindo, ainda mais quando é fácil, não custa nada -pra ele - abaixar as calças. A comodidade é menos trabalhosa. Já vi tudo. Mais um Rod Stewart saindo do forno.
É isso aí, bicho! É uma brasa, mora? Falando nisso, eu q…não, deixa pra lá…
Fico nessas. Valeu, desculpa as brincadeiras. Prometo que semana que vem a coisa vai ser séria. Muuuito Séria.
Tchau!
And don t forget to remember – ROCK RULES!
Diego Sana mora em Vitória-ES, é empreendedor e desenvolvedor na internet há 10 anos, co-fundador do Flogao.com.br e (quase) bacharel em Ciência da Computação pela UFES.
