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Boataria: “Équio” da numerologia

    A numerologia tem ajudado milhares de artistas em todo mundo. Os nomes dos superstars são modificados numerologicamente para que eles jamais sejam esquecidos pelo público comprador de CD.


    Como qualquer logia, esse estudo que transforma nomes em números é algo sério. Tem a finalidade de mostrar cómo somos, con que venimos a este mundo y cómo será el camino donde nos encontraremos más a gusto, conforme a escola Numeroscopo informa.


    Atravessar uma rua sem ter consultado um numerologista parece ser uma atitude imprudente. Imagine lançar-se numa carreira tão difícil quanto a de cantor, baterista, guitarrista, enfim, de artista.


    Gente bem atenta percebeu logo a necessidade de dar um tapa no RG e consertar o que precisava ser arrumado.


 O Jorge Ben Jor talvez seja o caso clássico. Antigamente, na época em que tocava violão, seu nome era apenas Jorge Ben. Mas qualquer professor de português sabe: Jorge Ben o quê? Faltava um complemento. Depois de muito tempo veio a resposta: Jor!


    Só a numerologia pôde arrumar o equívoco. Com os algarismos somados do j—o-r, Jorge Ben conseguiu mudar seu destino pós-violão. Fez grande sucesso com a música W/Brasil, na década de 90.


    Gilberto Gil se deu bem. Esse nome artístico tem “équio”, como diz o candidato fictício Seu Creysson: Gilberto Gil-berto Gil-berto Gil-berto Gil-berto Gil.


    A infinidade de repetições mostra quanto tempo o cantor quer ficar por aí em lopping. (tá bem, muito cabeça este parágrafo.)


    Inteligente, o leitor sabe que Jorge Ben Jor-ge Ben Jor-ge também causa “équio”. Mas é importante frisar o caráter vanguardista do autor de Palco. Provavelmente, não existiria essa canção se o compositor tivesse nome simples como Gilberto Pereira Filho.


    Para fechar o bloco, são sugeridos a alguns cantantes renomes para que possam melhorar suas composições. E não cobraremos pelas idéias aqui publicadas. Boataria também só está querendo ajudar.


    Caetano Velosoca – Este renome poderia ser utilizado pelo autor de Sampa a partir de agora. Ele faria uso já nesta turnê. Com o eco de “Caetano Velosoca-etano Velosoca-etano Velosoca”, o cantor e compositor traria um Grammy latino por ano. 


   Jorge Mautner Jor – Está bem, não é muito criativo. Gente musicalmente mais afortunada já usa algo parecido. Além do mais, o Mautner é muito pomposo. Caso fosse mudado para Mau, as pessoas prestariam atenção maior a ele. Jorge Mau Jor cai como uma lousa.


   Júpiter José – O propósito não é fazer o tal do “équio”. Júpiter José é criado com a mesma intenção de nomes como Tina Turner, Patrícia Pillar, Chico César, Marlene Mattos e Pato Pateta. Duas palavras de mesma letra inicial são mais fáceis para memorizar. Numerologicamente, a energia positiva recai sobre a pessoa do criador (?).


    DJ Daniel – Como qualquer um é DJ, por que um cantor popular não poderia incluir o dê-jota em seu nome artístico? Ficaria jóia. E traria ao sertanejo boa dose de modernidade. Praticamente um Norman Cook aborígene.


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TIM MAIA NÃO PRECISA


   Perguntam se Tim Maia precisou alguma vez de conserto numerológico em seu nome. A resposta é não!


   Para quem não ficou sabendo da revelação, o síndico foi membro da Cultura Racional nos anos 70. Isso lhe valeu uma positividade energética que nem a Usina de Itaipu todinha conseguiria produzir em 100 anos de trabalho árduo (sem apagão).


   Esse clã racional foi tema de 2 discos chamados Tim Maia Racional e Tim Maia Racional Vol. 2, cujas capas são idênticas. Versões genéricas em CD podem ser encontradas nas galerias do centro de São Paulo ou numa biboca qualquer.


 Há um ano, a revista Trip (edição 94) publicou uma matéria ótima sobre esse momento do cantor sob o título A grande viagem de Tim Maia.


Para tentar arranjar uma revista:


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