Diego Sana mora em Vitória-ES, é empreendedor e desenvolvedor na internet há 10 anos, co-fundador do Flogao.com.br e (quase) bacharel em Ciência da Computação pela UFES.
Na segunda semana de dezembro, foi ao ar o blog startupi, que em resumo pretende ser para o mercado brasileiro de empreendedorismo e novas empresas de tecnologia o que o TechCrunch é para os americanos. A idéia é obviamente ótima e isso se refletiu numa relativamente significativa divulgação da iniciativa por meio de blogs e outras mídias sociais (eu por exemplo, descobri o site através de um twitt de uma das únicas três pessoas que eu “seguia” no início do mês).
Além de relevante, o projeto também parece ser sério e ter até algum capital para se desenvolver de forma profissional. Tudo bem que eu já ouvi essa história de “americano vem para Brasil, descobre pessoas e ambiente s maravilhosos e decide investir na criação de algo novo no país” e ela talvez não acabe bem. Mas isso são outros quinhentos.
Na semana passada eu li uma notícia na Folha Online informando que as operadoras de telefonia no Brasil pretendem investir cerca de R$ 20 bilhões no ano que vem para melhorias nas redes atuais e principalmente para expandir a cobertura dos serviços 3G. É sem dúvidas uma bela quantia de grana e serão investimentos muito bem vindos (principalmente por acontecerem nesses tempos de incertezas econômicas).
Porém, o assunto engatilhou em mim algumas ponderações mentais questionando sobre quão atrasados estamos relação ao resto do mundo em termos de redes 3G.Sim, eu admito que as minhas ponderações também estão atrasadas, pois este assunto é velho e já gerou inúmeras discussões ao longo dos últimos anos. De qualquer forma, fui checar para matar a minha curiosidade e constatei que o 3G já é adotado lá fora, notadamente na Europa e EUA desde 2003 (isso sem considerar o Japão, que é hours concours nesse assunto, já que por lá eles estão na marca do pênalti para lançar as redes 4G). Levando-se em conta que o 3G foi lançado aqui no final de 2007 (quando mais de 200 milhões de pessoas já usavam no resto do mundo), são eternos quatro anos de atraso.
No post anterior, escrevi um pouco sobre o Twitter e mostrei algumas razões que podem transformar o serviço numa alternativa aos feeds RSS. Neste post, o assunto é um outro site também norte-americano, quase tão “hypado” pelos gringos quanto o Twitter, porém mais jovem, menos usado, e que ao contrário do anterior se baseia totalmente em feeds RSS para funcionar: o FriendFeed.com.
Já havia ouvido falar sobre o site anteriormente, mas só resolvi testá-lo há algumas semanas. Gostei do conceito e da usabilidade. Resumindo em poucas palavras, diria que o FriendFeed é um leitor que agrega num único feed todas as atividades que uma determinada pessoa (o usuário) exerce nos mais variados e populares sites sociais. Continue lendo o post »
O Twitter foi uma das web apps que mais cresceu neste ano (este report diz que 70% dos atuais usuários descobriram o serviço em 2008), e definitivamente foi o que recebeu mais hype por parte da imprensa e de usuários early-adopters. Sim, esse nicho de usuários ativos e desbravadores aderiram em massa à idéia imbecilmente simples porém viciante (e definitivamente interessante) de contar ao mundo em 140 caracteres o que eles estão fazendo num dado momento. E apesar de não haver ainda uma versão em português, os brasileiros, seres sociais que são, também estão surfando essa onda e já ocupam o seu espaço no site.
A crescente popularidade do Twitter, porém, vem suscitando algumas questões. Enquanto a imprensa e os primeiros usuários se perguntam como o serviço será monetizado e se em 2009 o Twitter vai continuar sendo um site de nicho ou se vai fazer a transição que fizeram as redes sociais e receber a adesão das massas, eu me faço a pergunta (tão relevante quanto as duas anteriores): será que o Twitter vai matar o RSS?
Nos meses de setembro e outubro, o Discovery Channel exibiu uma série de quatro documentários contando a história da internet, apresentados pelo jornalista americano John Heilemann, autor de livros sobre a Microsoft e o nascimento do Silicon Valley, tendo ainda coberto para a revista Wired a explosão da web durante os anos da bolha pontocom.
Os temas abordados nos quatro episódios foram: A Guerra dos Navegadores (Microsoft Internet Explorer Vs Netscape Navigator), A Busca (contando a história dos buscadores, focando-se particularmente na história e ascensão do google), A bolha (contando os absurdos que aconteceram na farra das pontocom e focando-se na história das sobreviventes: amazon, ebay e craiglist), e Poder ao Povo (mostrando que a internet social e colaborativa, a tal web 2.0, começou com o Napster).
Gostei bastante de assistir aos quatro episódios e lamento só ter conseguido gravar o primeiro. Na internet até encontrei os demais em inglês, mas estava a procura da versão em português para poder compartilhar com os amigos. A minha busca foi parcialmente concluída hoje, quando encontrei no Youtube o vídeo completo com o segundo episódio.